Eu cresci vendo as mulheres serem o pilar da família.
Eram elas que resolviam tudo para todos. Cuidavam da casa, do dinheiro, dos filhos, dos pais, dos problemas dos outros. E, quando eram elas que não estavam bem, quase ninguém perguntava.
O que mais me marcou não foi o cansaço delas. Foi ver que o que elas sentiam era deixado de lado, tratado como exagero ou como algo que podia esperar.
Escolhi a psicologia por causa disso. Eu queria fazer um trabalho em que a pergunta “e você, como está?” fosse levada a sério, com tempo para ouvir a resposta.
Hoje atendo mulheres em momentos bem diferentes da vida: estudantes, profissionais, mães, mulheres começando ou encerrando uma fase. Nem todas se veem como o pilar de alguém. Mas quase todas chegam com a sensação de que o que sentem ficou para depois.
Meu trabalho é oferecer esse olhar para você.