Eduarda Marilia Araújo Sirqueira · Psicóloga · CRP-23/004002

Terapia online para sobrecarga e limites

Sou psicóloga e atendo mulheres que resolvem tudo para todo mundo, sentem culpa ao dizer não e já nem lembram quando foi a última vez que alguém perguntou como elas estão. Sessões individuais por vídeo, em um horário que cabe na sua rotina.

Eduarda Sirqueira, psicóloga, sentada à mesa do consultório

Você cuida de tudo. Aqui, a conversa é sobre você

Todo mundo sabe que pode contar com você. E, quando alguém pergunta como você está, a resposta sai pronta: “tudo bem, só um pouco cansada”.

Talvez você se reconheça em algumas destas situações:

  • Você é quem lembra do remédio, da conta, do aniversário e do que falta em casa.
  • Você diz “pode deixar comigo” antes mesmo de pensar se consegue.
  • Quando alguém da família tem um problema, é para você que ligam.
  • Você descansa com a sensação de que deveria estar fazendo alguma coisa.
  • Você escuta os problemas de todo mundo e não tem para quem contar os seus.
  • Você explode por algo pequeno e depois passa o dia se sentindo culpada.
  • O seu tempo fica para o fim da lista, e o fim da lista nunca chega.

Isso não é um teste e não serve para dar diagnóstico. É só para você saber que o que sente pode ser dito e cuidado, mesmo que ninguém perceba, porque você continua dando conta.

Sobrecarga não é falta de organização

Você já tentou acordar mais cedo, fazer listas, aproveitar melhor o tempo. E o cansaço continua, porque o problema não é a sua agenda.

A sobrecarga não é só o que você faz. É também o que você carrega na cabeça:

lembrar, prever, resolver, perceber antes dos outros o que está faltando.

Esse trabalho tem nome, carga mental, e quase ninguém vê. Ele não aparece no fim do dia como algo que você fez, só como cansaço.

E ele não caiu em você por acaso. Desde cedo, muitas meninas aprendem que cuidar é coisa de mulher, que ajudar é a sua obrigação e que uma boa filha, mãe ou amiga não reclama. Muitas vezes, a casa, os filhos e os pais doentes ficam com a mulher, mesmo quando ela também trabalha fora.

Eu trabalho com a psicologia histórico-cultural. Na prática, isso quer dizer que eu não olho para a sua sobrecarga como um defeito seu. Olho para você dentro da sua história e da sua rotina, para entender junto com você o que estão te pedindo, o que você aprendeu que deve fazer e o que você quer para a sua vida.

Como a terapia pode ajudar com a sobrecarga

Cada processo é diferente, porque cada mulher e cada família são. Em geral, o trabalho passa por estes caminhos:

01

Um lugar em que você não cuida de ninguém

Na sessão, você não precisa escutar, resolver nem se preocupar se eu vou ficar bem. Esse tempo é seu, e o assunto é você.

02

Ver tudo o que você carrega

A gente coloca em palavras o que costuma ficar invisível: o que você faz, o que você lembra e o que você assumiu sem que ninguém tenha pedido, ou sem que ninguém tenha perguntado.

03

Entender de onde vem esse lugar

Quem você precisou ser na sua família. O que acontecia quando você dizia não. Quando você aprendeu que o seu cansaço podia esperar.

04

Pensar em mudanças possíveis

Pedir ajuda, dividir uma tarefa, soltar algo, dizer não para um pedido. A gente pensa junto em passos que caibam na sua vida real, com as pessoas que dependem de você, o tempo e o dinheiro que você tem.

Eu não vou te dar mais uma lista de tarefas, e não existe prazo nem fórmula. A gente vai no seu ritmo, e as decisões continuam sendo suas.

Agendar pelo WhatsApp

Pode ser só um “oi”. Eu respondo e a gente conversa sobre o melhor horário para você.

Por que é tão difícil dizer não

Em vez do sim automático

“Deixa eu ver.”

Não é falta de força de vontade. Se dizer não fosse só uma questão de técnica, você já teria conseguido.

Para muitas mulheres, o não vem com medo: de decepcionar, de ser chamada de egoísta, de criar uma briga, de deixar de ser amada. Talvez, na sua história, ser querida sempre tenha dependido de ser útil. Quando é assim, um pedido pequeno pode pesar como uma prova de amor.

Por isso, aprender a dizer não costuma começar antes da frase. Começa em perceber o que você sente quando alguém pede algo e em poder responder “deixa eu ver” em vez do sim automático. Passa por descobrir o que você quer, o que você aceita e o que, para você, já é demais.

Pôr um limite não quer dizer deixar de gostar de alguém. Mas pode incomodar, sim, em especial quem se acostumou a contar com você para tudo. Na terapia, a gente pensa em como fazer isso do seu jeito, em quais relações é possível, e fala do que vem depois do não, inclusive da culpa.

Nem todo limite é possível agora. Se alguém depende de você para viver, a conversa não é sobre abandonar essa pessoa. É sobre o que dá para dividir, pedir e mudar para que você também tenha lugar nessa história.

E se eu não tiver tempo nem para a terapia?

Essa dúvida faz sentido, e a última coisa de que você precisa é de mais um compromisso difícil de cumprir. Como a sessão é online, não tem deslocamento: ela pode acontecer de dia, à noite ou no fim de semana, naquele intervalo em que todo mundo está resolvido por um instante.

Se em casa sempre tem alguém chamando você, fale de onde der. Pode ser do quarto, com fone, ou do carro estacionado. A gente procura junto um lugar em que você tenha privacidade. Você não precisa explicar para ninguém o que vai fazer.

E, se parece errado gastar esse tempo e esse dinheiro com você, pode trazer isso também. Me conte na primeira mensagem, se quiser. A gente conversa sobre um plano que caiba na sua realidade.

Começar é simples:

  1. Você manda uma mensagem no WhatsApp. Não precisa contar o motivo. Um “oi, quero saber sobre a terapia” já basta, e pode ser na hora que sobrar, mesmo que seja tarde da noite. Eu respondo assim que puder.

  2. Eu respondo. Tiro as suas dúvidas e falo sobre horários, valor e plano terapêutico. A gente combina algo que caiba na sua realidade, e conversar não obriga você a marcar.

  3. A gente combina a primeira sessão. Você recebe o link e entra na hora marcada, do celular ou do computador.

Eduarda Sirqueira sentada à mesa, sorrindo

Uma psicóloga que conversa com você

Sou a Eduarda, psicóloga, e atendo mulheres a partir de 18 anos em psicoterapia online.

Escolhi esse trabalho porque cresci vendo as mulheres serem o pilar da família, resolvendo tudo para todos, sem que quase ninguém olhasse para elas.

Na sessão, eu escuto, pergunto, comento e penso junto com você. Aqui você não precisa ser forte, agradar nem cuidar de mim.

As sessões são individuais, por vídeo, com 50 minutos, e são sigilosas, como determina o Código de Ética do Psicólogo. Tenho horários flexíveis que cabem na sua rotina.

Conheça a Eduarda →

Importante

Se você está em crise

Este site não oferece atendimento de emergência. Se você está em crise agora, busque o atendimento de emergência mais próximo de você.

  • 188 CVV

    Ligue 188 (CVV), que atende 24 horas e de graça, ou procure o pronto-socorro mais próximo.

  • 192 SAMU

    Se houver perigo, ligue 192. Se alguém depende de você, chame uma pessoa de confiança para ficar junto.

  • O corpo também

    Se o cansaço vem com sintomas físicos fortes, como dor no peito ou falta de ar, procure um atendimento médico. O seu corpo também precisa de cuidado.

Medo de dizer não

Se você tem medo da reação de alguém quando diz não, ou se essa pessoa grita, ameaça, controla ou machuca você, a responsabilidade é de quem faz isso, e não sua. Nesse caso, um limite pode precisar de cuidado e de apoio antes de ser dito.

Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que atende 24 horas e de graça, para receber orientação. Em perigo agora, ligue 190.

Dúvidas sobre terapia para sobrecarga e limites

Ver todas as dúvidas →
Estou só cansada. Isso é motivo para fazer terapia?

É. Você não precisa estar em crise nem ter um diagnóstico para começar. Se o cansaço não passa, ou se você sente que não tem espaço na sua própria vida, já é motivo para conversar.

A terapia vai me ensinar a dizer não?

A gente vai falar disso, se for o que você quer. Eu não dou frases prontas, porque um não depende de quem pede, do que está em jogo e da sua história. A gente entende o que torna isso difícil para você e pensa no que faz sentido, no seu tempo.

Vou virar uma pessoa egoísta?

Essa é a dúvida de muitas mulheres que chegam aqui. Eu não vou te dizer para pensar só em você nem para se afastar de ninguém. Olhar para o que você sente não apaga o cuidado que você tem pelos outros. Algumas relações podem mudar, e a gente conversa sobre isso.

Cuido de alguém que depende de mim. A terapia serve para mim?

Serve. Muitas mulheres que cuidam de um pai, de uma mãe, de um filho com deficiência ou de alguém doente não têm com quem falar sobre o peso disso. Aqui você pode dizer que está cansada, inclusive de quem ama, sem que isso diminua o seu cuidado.

Minha família precisa participar?

Não. Atendo mulheres em sessões individuais, e não faço terapia de casal ou de família. O que você quiser mudar nas suas relações, a gente pensa junto, a partir de você.

Sobrecarga e burnout são a mesma coisa?

Não exatamente. Burnout é um termo ligado ao trabalho, e a sobrecarga de que falo aqui inclui casa, família e tudo o que você carrega. Eu não consigo dizer por aqui o que é o seu caso. Como o cansaço intenso também pode ter causas físicas, vale procurar um médico. Se o peso vem do trabalho, leia sobre terapia para carreira e trabalho.

O que costuma vir junto com a sobrecarga

Quem carrega tudo raramente sente uma coisa só. Se você se reconhece nestes temas, vale ler também:

Você não precisa esperar sobrar tempo para cuidar de você

Pode me mandar uma mensagem do jeito que conseguir, entre uma coisa e outra, mesmo sem saber o que dizer. Eu respondo, tiro as suas dúvidas e a gente vê com calma o melhor horário para você.

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Você manda uma mensagem e eu mesma respondo.

Eduarda Sirqueira sentada em uma poltrona, sorrindo
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